Vista rápida
O essencial
- Tamanho
- Pode atingir aproximadamente 2 m de altura em solos férteis. O intervalo pode variar com idade, sexo e população.
- Distribuição
- A sua área nativa abrange a Europa, regiões da Ásia até à Sibéria e ao oeste da China, e o noroeste de África; também se naturalizou fora dessa área.
- Habitat
- Encontra-se em prados, matos e florestas; há registos em depressões húmidas e em sub-bosques de locais com drenagem deficiente.
Guia de observação
O que observar
- 01
Folhas opostas e serrilhadas: as folhas ovais nascem aos pares, frente a frente, e terminam em ponta em Urtica dioica.
- 02
Pelos urticantes: os caules e as folhas têm pelos, alguns dos quais podem causar ardor ou sensação de queimadura ao contacto.
- 03
Flores agrupadas: as flores pequenas surgem em inflorescências alongadas, frequentemente pendentes, junto às folhas.
Luz, idade e ângulo podem ocultar características. Se a identificação afetar consumo, manuseamento ou conservação, consulta fontes especializadas.
Ecologia
Descrição e características
Erva perene, Urtica dioica cresce ereta e pode atingir cerca de 2 m em condições favoráveis. As folhas nascem aos pares, em posições opostas ao longo do caule; são ovais, pontiagudas e com margens serrilhadas. Os caules e as folhas apresentam pelos de vários tipos, incluindo pelos urticantes. Quando a ponta de um desses pelos se parte, ele pode agir como uma pequena agulha e provocar ardor ou sensação de queimadura. A espécie é geralmente dioica: as flores masculinas e femininas encontram-se, em geral, em plantas diferentes. As flores são pequenas e agrupam-se em conjuntos alongados, muitas vezes pendentes, junto às folhas. O aspeto das inflorescências pode variar; no Reino Unido, descrevem-se flores desde o fim da primavera até ao início do outono.
Crescimento e reprodução. Além de se reproduzir por sementes, esta planta propaga-se através de rizomas subterrâneos e caules rastejantes que podem criar raízes. Essa expansão vegetativa permite-lhe formar grupos densos. Nas condições descritas para o Reino Unido, os órgãos subterrâneos persistem durante o inverno e produzem novos rebentos na primavera. Nas plantas masculinas, o pólen pode ser transportado pelo vento até às flores femininas. As flores destas últimas dão origem a sementes, que contribuem para a colonização de novos locais. A combinação da reprodução por sementes com a expansão vegetativa explica como a planta pode instalar-se e propagar-se onde as condições são adequadas.
Ecologia. A espécie cresce em ambientes temperados e é registada em prados, matos, florestas e outros habitats terrestres. Está também associada a solos húmidos e ricos em nutrientes, embora as condições concretas dependam do local. Num local do Montana, nos Estados Unidos, ocorre no sub-bosque de depressões húmidas dominadas por salgueiros; num tipo de floresta do Wisconsin, figura entre as ervas de comunidades com drenagem deficiente. No Reino Unido, as suas folhas servem de alimento às larvas de numerosas borboletas e traças. A sua área nativa inclui a Europa, regiões da Ásia até à Sibéria e ao oeste da China, e o noroeste de África; também existem populações introduzidas ou naturalizadas fora dessa área.